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» História
A Freguesia de Cristelo, dista cerca de 2 km da vila de Caminha, a sede do concelho a que pertence e ocupa uma área de aproximadamente 255 ha.
Estende-se desde ao Oceano Atlântico até aos pontos mais elevados do Monte de Santo Antão.
Enquanto litoral, está situada entre a foz do rio Minho, que é na Freguesia de Vilarelho e a praia de Moledo, na freguesia do mesmo nome e sobressaem-se a sua excelente praia e o Pinhal do Camarido, tudo isto testemunhado pela a Ilha de Nossa Senhora da Ínsua, que à sua frente se localiza.
Enquanto montanha, aproveita as excelentes vistas panorâmicas sobre o mar, a foz do Minho, a ilha de Nossa Senhora da Ínsua, a Mata do Camarido, assim como a ponta final da Galiza com o Monte de Santa Tecla em destaque, a formarem com este conjunto uma moldura digna de um quadro em homenagem à mãe natureza.
Os seus limites estão estabelecidos da seguinte forma: a Norte e a Nascente a Freguesia de Vilarelho. A Sul, a Freguesia de Moledo e a Poente o Oceano Atlântico.
Em termos de património edificado, a Igreja paroquial, cuja fachada acusa uma construção de século XVIII, é formada por dois rectângulos – nave e capela-mor ligados por um arco cruzeiro de meia volta. No lado norte, adoçaram-lhe uma sacristia.
A Capela do Bom Sucesso, situada em plena Mata do Camarido, perto da foz do Minho, estabelece aí limite com a vizinha Freguesia de Vilarelho. Nos fins do século XIX, a capela caiu em ruínas, sendo a pedra utilizada para a construção do posto da guarda fiscal e o altar de pedra levado, com a imagem da Senhora das Neves, ou do Bom Sucesso, para a Freguesia de Vilarelho, na capela de S. Sebastião.
As alminhas do Camarido e do Paul, também são patrimónios da freguesia, assim como o cruzeiro paroquial.
O topónimo Cristelo, prova a antiguidade desta freguesia, visto representar um passado de vestígios castrejos, ou seja, construções habitacionais chamadas castros, que as populações à época construíram e que eram feitas de pedra cobertas de colmos ou espécie de palhas. Não é de admirar que assim seja, tendo em conta que toda esta região é rica nessa matéria histórica e em especial as freguesias vizinhas todas portadoras de marcas advindas desses tempos remotos.
Ainda a respeito da história desta freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente:
« Nas Inquirições de D. Afonso II, de 1258, encontra-se a primeira referência a esta freguesia.
Em 1320, na relação das freguesias situadas entre os rios Lima e Minho, que pertenciam à Sé de Tui, mandada elaborar por D. Dinis, Cristelo figura enquadrada no arcediagado de Terra da Vinha, com renda de 60 libras.
No Censual do bispado de Tui para o arcediagado da Vinha, (1321), atribui-se a esta freguesia o rendimento de um quarteiro de trigo e uma libra de cera.
Nos inícios do século XVI, esta e as restantes freguesias, que pertenciam à Sé de Tui, foram incorporadas na diocese de Braga. D. Diogo de Sousa mandou então fazer a avaliação destes benefícios, tendo sido Cristelo avaliada em 11 mil réis.
Foi abadia da apresentação da casa de Vila Real, passando em 1641, quando foram confiscados os bens destes fidalgos, para a Casa do Infantado.
Em 1839 pertencia à comarca de Monção, em 1852 à de Viana e, em 1884 à de Caminha.»
( Fontes consultadas: Caminha e seu Concelho, Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e Freguesias Autarcas do Século XXI ). |
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